A Speedups te alerta sobre como se proteger do novo golpe.
Muitas pessoas, atualmente, têm sido vítimas de um novo golpe praticado por criminosos. Funciona basicamente assim: o criminoso rouba o celular da vítima e, logo depois, acessa aplicativos de banco, disponíveis no aparelho, sacando todo o valor da conta bancária da pessoa. De acordo com o Procon-SP, apesar de não haver muitos dados disponíveis, foi observado um aumento significativo de roubos de celulares no último mês. O órgão de proteção aos consumidores, inclusive, notificou as empresas Apple, Samsung e Motorola, cobrando justificativas sobre os dispositivos de segurança disponibilizados nos celulares para que sejam possíveis o desbloqueio e acesso às informações. A partir dessa notificação, as empresas terão que enviar uma lista de informações com o intuito de comparar a segurança desses dispositivos.
Entenda o golpe!
Se o celular roubado estiver desbloqueado, o criminoso pode ter acesso à conta do banco de diferentes formas. A primeira maneira é quando o telefone está desbloqueado e com os aplicativos abertos, o que é mais raro, mas pode ocorrer. A segunda maneira é quando o criminoso acerta a senha, não somente porque a vítima deixou a senha salva no celular, mas porque ele vai procurando informações dentro do aparelho. Uma alternativa usada pelos criminosos é checar o e-mail, por exemplo, e solicitar recuperação de senha por meio do próprio e-mail. A terceira forma é se passar pelo próprio banco e, então, solicitar recuperação de senha para a vítima através de e-mail.
A biometria e o reconhecimento facial disponíveis nos smartphones dificultam o acesso dos criminosos. Entretanto, após duas ou três tentativas frustradas, os sistemas disponíveis nos aparelhos voltam a solicitar senha de números. É quando, nesse momento, os criminosos vão continuando com as tentativas de acesso.
Mas há como se proteger do novo golpe. A Speedups te ensina cinco formas:
1. Quando estiver na rua ou no carro, não fique com o celular na mão
Este é um tipo de golpe de oportunidade. Portanto, a atenção da pessoa pode fazer muita diferença.
2. Não use o bloco de notas para salvar senhas
Ter essas senhas anotadas em apps de notas facilita muito o trabalho do criminoso. Jamais faça isso!
3. Não use o recurso “salvar senha”
Não deixe essa ferramenta ativa no seu smartphone. Isso porque, com essa ferramenta, o acesso a um site no aparelho se torna automático. Confira com frequência se alguma senha foi salva por engano e, em seguida, apague.
4. Diferencie as senhas que você usa entre os apps
Não use a senha utilizada para acessar o seu banco em outros apps. Isso porque, caso o criminoso obtenha a senha de qualquer um deles, tentará usar essa mesma combinação para tudo. O consumidor deve também evitar senhas comuns, como “123456789”, datas de aniversário etc. O ideal é criar senhas fortes, incluindo números, símbolos, letras maiúsculas, além de trocá-las a cada período.
5. Apagar os aplicativos de bancos
Se você estiver inseguro em usar apps, utilize os serviços bancários somente pela internet, por meio de um computador pessoal.

Meu celular já foi roubado. O que fazer?
1. Comunique a seu banco
O primeiro passo é informar a seu banco urgentemente. Até porque é a instituição que poderá, de forma rápida, bloquear os acessos e também impedir que sejam realizadas transferências e Pix.
2. Faça um boletim de ocorrência
Depois do comunicado ao banco, recomenda-se registrar o roubo por meio de um boletim de ocorrência, que, inclusive, pode ser feito on-line. Outra dica importante: você pode também informar o IMEI do seu celular à polícia. Com esse número de IMEI, a polícia pode comunicar à Anatel e solicitar que o aparelho seja desabilitado.
Para que você descubra o IMEI do seu smartphone basta digitar *#06# no teclado de ligação. O IMEI também vem disponível na caixa do aparelho celular. Vale ressaltar que essa medida pode demorar ou não, já que dependerá da agilidade que a vítima desse golpe informe à polícia e esta, por sua, comunique à Anatel.
3. Tenha uma documentação que comprove a comunicação ao banco
É de suma importância documentar de alguma forma que você informou ao banco sobre o golpe. Entre as provas estão e-mail, gravação da ligação, mensagens em apps. Tudo isso pode ajudar em muito a justificar a responsabilidade do banco diante do ocorrido.
Sobre o novo golpe, a Febraban comunicou que não existe uma regra sobre a responsabilidade da instituição bancária diante desse tipo de crime. “Cada banco tem sua política de ressarcimento, que se baseia em análises que consideram as evidências apresentadas pelos consumidores, como as informações das transações feitas.”
Importante!
Infelizmente, caso a vítima não tenha sucesso nas tentativas de bloqueio do smartphone e da conta bancária, e se o banco entender que não tem que ressarcir a perda, ela fica com o prejuízo.
Posicionamento dos bancos sobre o novo golpe
Segundo a Febraban, os apps dos bancos possuem um alto grau de segurança, que vai desde o seu desenvolvimento até o uso. A instituição afirma ainda que não existem evidências de violação dessa segurança.
O Banco Central (BC) comunica que também não tem dados sobre esse novo golpe. Entretanto o BC informa que, com base nos dados de monitoramento do Sistema Financeiro e do atendimento ao cidadão, não existem evidências que indiquem o aumento de crimes cibernéticos, financeiros ou contra pessoas após lançamento do Pix. De acordo com o BC, essa subtração de valores nas contas bancárias vem ocorrendo através do Pix porque o app é uma maneira rápida de fazer a transferência. Entretanto, o BC enfatizou que está sempre considerando melhorias que otimizem a segurança do Pix e, dessa forma, mantém diálogo permanente com especialistas de segurança das instituições participantes através do GT-Seg. O GT-Seg é um grupo de trabalho no âmbito do Fórum Pix.
Com esse artigo, a Speedups espera ter te alertado e ajudado a se defender desse novo golpe.
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